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Dicas do Especialista

Cochonilhas em jardim

A cochonilha vem se tornando uma praga cada vez mais comum nos jardins, primeira evidência de que a planta está infestada é o aparecimento de bolinhas brancas que parecem ser de algodão nos caules, próximos às folhas. Elas sugam a planta, roubando sua seiva, alojando-se principalmente na parte inferior das folhas e dos brotos. As cochonilhas secretam uma substância pegajosa, que deixa as folhas com a aparência de que estão enceradas, e que facilita o ataque de fungos como o fungo fuliginoso. Costuma atrair também as formigas doceiras.

Origem

Originário do México, mede de 3 a 5 milímetros de comprimento, é geralmente marrom ou amarelo, e se alimenta parasitando a seiva de cactos e plantas e da umidade ali presente. Dentro da classe dos insetos, as cochonilhas são classificadas na ordem Hemiptera, sendo parentes próximas das cigarrinhas, cigarras e dos pulgões. São conhecidas mais de 67.500 espécies de Hemiptera.

Sinais de infestação

O aparecimento de bolinhas brancas que parecem ser de algodão nos caules, próximos às folhas, são uns dos primeiros sinais de presença da cochonilha. Elas sugam a planta, roubando sua seiva, alojando-se principalmente na parte inferior das folhas e dos brotos, fazem com as folhas fiquem como se estivessem amassadas.

As cochonilhas secretam uma substância pegajosa, que deixa as folhas com a aparência de que estão enceradas, e que facilita o ataque de fungos como o fungo fuliginoso. Costuma atrair também as formigas doceiras.

Danos

A cochonilha suga a seiva da planta, inoculando toxinas, enfraquecendo-a, provocando o amarelecimento, queda das folhas. Em caso de ataque severo, e não sendo adotada medida de controle, poderá ocorrer a morte da planta e a destruição do palmal. Ela pode atacar qualquer parte da planta, porem geralmente estão localizadas na parte abaxial da folha.

Suas secreções adocicadas, favorecem a proliferação dos fungos do gênero Capnodium sp., que desenvolvem uma crosta espessa e negra cobrindo total ou parcialmente a parte dorsal das folhas e ramos do hospedeiro, diminuindo o potencial fotossintético da planta. A presença de formigas faz com que este fungo se espalhe com maior rapidez pelas plantas do jardim.

Controle:

Não é nada fácil combater as cochonilhas, na maioria das vezes dependendo dos fatores favoráveis ao seu desenvolvimento, só conseguiremos controlar. Dos inseticidas naturais, que são os únicos que eu uso, indico o Óleo de Neem associado ao sabão de côco. Têm várias marcas que vendem o concentrado e vem as instruções de diluição que pode mudar de uma marca para outra. Ele rende bastante e é muito eficiente, controla bem a infestação. Se for usado na freqüência adequada você quase as elimina, mas se parar de fazer a manutenção semanal ou pelo menos quinzenal, elas voltam e começa tudo de novo.

Recomendo utilizar a solução do óleo de neem diluído com sabão de côco borrifando-a nas plantas, mas em casos mais sérios ou logo no começo da infestação recomendo retirar o “excesso” de cochonilhas com um cotonete umedecido no óleo de neem (já diluído, nunca o concentrado), depois borrifar toda a planta com a solução.

Prevenção:

Com a infestação controlada eu sugiro o controle semanal sendo que ao fazer somente o controle não é necessário borrifar tanto a planta, pode-se usar menos. Deve-se evitar aplicar com muita freqüência (mais de uma vez por semana) se a infestação estiver controlada, porque o uso do óleo de neem com o sabão de côco elimina tanto cochonilhas quanto outros insetos benéficos para as plantas que ajudam no combate à pragas, como joaninhas por exemplo.

Observação:

Se a aplicação for feita em frutíferas evite borrifar diretamente nos frutos e mesmo assim lave muito bem antes de comer. Dependendo do fruto, se for do tipo que pode ser consumido com casca, sugiro que a casca seja retirada.

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